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Ândi Garcia. Computeiro. Corinthiano. Canceriano. Caseiro. Cancioneiro. Cristão.

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Dica musical da semana – The Circle Game

08/02/11

Escrito por Anderson em Música

Nenhum comentário

Como ando sem tempo e inspiração para escrever com mais frequência, vou quebrar o gelo de vez em quando com alguma sugestão musical.

A de hoje é The Circle Game, da incrível Joni Mitchell.

Vale a pena. :)

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Joni Mitchel, Sugestão Musical, Youtube

Aos Corinthianos de bem

03/02/11

Escrito por Anderson em Futebol

2 comentários

São Jorge não ajuda vagabundo.

Filipe Martins

São Jorge não ajuda, nem a Fiel deve apoiar. Porque uma coisa é ser Fiel ao Corinthians, outra coisa é ser conivente com pessoas que usam do clube para angariar dinheiro para si.

É nisso que se resume hoje o Corinthians. Dirigentes e jogadores que usam a imagem do Timão, maior marca do esporte nacional, para fazer dinheiro. Não há compromisso com os resultados, com o futebol. E não há a mais vaga preocupação com as tradições do clube centenário e popular.

Se a derrota para o Tolima e a eliminação da Libertadores 2011 antes mesmo dela começar são doídas, muito pior será se ela não for sucedida de atitudes fortes da torcida, que atinja diretamente o que essas pessoas mais prezam (o próprio bolso) e que vá contra esse estado de coisas instaurado no clube há 3 anos.

É preciso, mais do que violência, ameaças e quebra-quebra, uma reação ordenada e estratégica dos corinthianos cuja única motivação seja o amor ao Corinthians.

O que proponho:

  • Público ZERO. infelizmente, é a forma mais direta de sentirem o revés de jogarem fora todas as tradições de um dos clubes mais populares do país, e de respeitarem o torcedor corinthiano.
  • Não compre camisas oficiais.
  • Não compre produtos licenciados.
  • Não assine canais de pay-per-view.
  • Não pague o programa Fiel Torcedor. A idéia é boa, mas não pode ser usada como justificativa para a exploração monetária dos torcedores mais presentes, nem como parte de um projeto de elitização e consequente descaracterização da torcida. Ademais, sócio-torcedor deve ter direito a voto! Porque o Corinthians, antes do clube, é o time. São 30 milhões, e não poucos milhares.
  • Associe-se. Principalmente para quem mora na capital: junte todo o dinheiro que gastaria com essas coisas por alguns meses e compre um título do clube. Uma vez lá dentro, você terá direito a voto. Mas cuidado! Não se corrompa! Porque lá dentro tudo cheira a podre!
  • Use as redes sociais com inteligência. Elas podem ser importantes para discussões e conscientização da torcida, bem como para organizar ações. Mas dê unfollow em jogador do Corinthians que usa rede social para fazer publicidade! Não seja tolo, você está sendo usado para que eles façam as divulgações de seus patrocinadores pessoais. Não faz sentido seguí-los e depois reclamarem que eles estão mais preocupados em faturar do que em jogar.

Quase todas essas ações podem ser iniciadas de imediato. E é preciso deixar claro que não são posições definitivas. Podem perdurar por um período a ser determinado, ou até que a ordem das coisas seja restabelecida, e o Corinthians volte a ser dos Corinthianos, e não a servir aos que dele se apoderaram.

Essas são só as primeiras idéias. Há muita coisa a ser pensada ainda. E é possível organizar-se para isso. Mas tem que ser pelos torcedores, por quem está de fora. Porque no clube, hoje, quase sem exceção, todos tem interesses pessoais em primeiro lugar.

E entenda: nada disso é boicote ao Corinthians, e sim às pessoas que usam o Timão.

Porque ser Fiel não é só bater palmas. Você aprovaria um filho seu entregue à marginalidade, sem tentar resgatá-lo? Daria dinheiro a ele para continuar se drogando? Então não faça isso com o clube que ama.

Pode parecer inocência, presunção, utopia… Mas é isso, ou desencanar do futebol de vez. Porque não dá pra assistir a tudo isso inerte e fingir que as coisas são verdadeiras, e que trata-se apenas de um jogo onde há vencedores e perdedores. Porque com a derrota na luta, podemos arcar. Mas com vagabundos enganadores não dá mais!

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Corinthians, Fiel Torcida, Libertadores 2011
Liédson

Liedshow – o cara certo, mas e a hora?

01/02/11

Escrito por Anderson em Futebol

Nenhum comentário

É difícil encontrar um torcedor corinthiano que não tenha saudade do Liédson no Timão. Como também é difícil encontrar um que não tenha gostado da notícia do seu retorno ao Corinthians.

O levezinho é uma das melhores escolhas possíveis para algo pelo qual eu pedia e esperava desde 2009. Um jogador de qualidade quase inquestionável, que vem para ser titular e jogar tanto no lugar do Ronaldo quanto ao seu lado. No lugar dele porque, todos sabem, o Ronaldo joga muito pouco durante o ano. E por vezes preferíamos que não jogasse realmente. E ao lado dele porque Dentinho e Jorge Henrique são, no máximo, esforçados. O segundo ainda tem um algo mais, que costumam chamar de importância tática, mas o Little Tooth, nem isso. Um inútil por completo.

Com a chegada de Liédson, o Corinthians volta a ter um atacante de fato, que não seja um gordo imóvel, um pé-murcho ou um baixinho cai-cai. A pergunta óbvia agora seria: será suficiente? No entanto, há outra pergunta mais urgente e pertinente: será que não é tarde demais?

A dúvida cabe, pois, amanhã o Corinthians define contra o Tolima, na Colômbia, seu futuro na Libertadores. E Liédson não joga. Nem chegou ainda! Não que seja nosso herói salvador, mas, sem ele, o que temos é aquele time sem ataque, que me lembra o livro do Douglas Adams. Praticamente Inofensivo. E não é que, eliminado da competição sulamericana, o ano acabe no Timão. Mas é fato que, caso o (provável) desastre aconteça, muita confusão e muitas cabeças vão rolar no Parque São Jorge. Fica difícil prever para que time o Liédson chegaria.

Não consigo deixar de imaginar como teriam sido os últimos dois anos se essa contratação tivesse sido feita na hora certa. Mas, nem é preciso ir tão longe: basta imaginar quão mais tranquilos e confiantes estaríamos agora se Liedshow tivesse desembarcado no Parque há duas, três semanas atrás…


Reveja os gols de Liédson pelo Timão no Paulistão de 2003

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Corinthians, Dentinho, Jorge Henrique, Libertadores 2011, Liédson, Ronaldo

10 bandas de nomes curiosos para serem ouvidas

31/01/11

Escrito por Anderson em Música

6 comentários

Banda que já começa criativa pelo nome, merece atenção. Claro que há exceções, mas aqui vai uma lista de 10 delas que eu indico.

Dica: siga os links para ouvir as músicas no Youtube

10º) Everything But The Girl

Com um nome desses, não é de se estranhar a dupla formada por Tracey Thorn e Ben Watt fosse normalmente referenciada apenas por EBTG.

Que música ouvir? Missing, que para muitos faz a banda parecer uma One Hit Band (mas é exagero).

9º) Funk Como Le Gusta

Estamos acostumados a entender por funk aquelas porcarias como no le gusta. Pero así es como le gusta.

Que música ouvir? Olhos Coloridos

8º) Los Redonditos de Ricota

Banda de rock argentino de La Plata, comandada por Patricio Rey. Também chamada simplesmente de Los Redondos.

Que música ouvir? Jijiji

7º) Creedence Clearwater Revival

O sucesso da banda não torna o nome menos ‘esquisito’. A explicação pode ser encontrada no Wikipédia.

The band took the three elements from, firstly, Tom Fogerty’s friend Credence Newball, (to whose first name Credence they added an extra ‘e’, making it resemble a faith or creed); secondly, “clear water” from a TV commercial for Olympia beer; and finally “revival”, which spoke to the four members’ renewed commitment to their band.

Também é comumente chamada pelas iniciais CCR, ou apenas Creedence.

O que ouvir? Proud Mary

6º) Cansei de Ser Sexy

Não é só o nome que é excêntrico. As músicas são bem doidas, e as letras piradinhas. Mas CSS (sim, mais uma chamada pelas iniciais) é uma das bandas brasileiras que mais fazem sucesso lá fora.

O que ouvir? Music Is My Hot Sex. Ou, em português, a versão de Humanos, da Tókio.

5º) Rage Against The Machine

Poucos nomes traduzem tão bem o que é a banda quanto o RATM (ou Rage, ou Rage Against). Um som furioso e politizado.

O que ouvir? Killing In The Name Of

4º) Luisa Mandou um Beijo

Banda carioca meio indie e muito bacana, com vocal feminino, mas não, o nome dela não é Luisa. É Flavia. E eu morro de curiosidade de saber quem é a Luisa.

O que ouvir? Amarelinha

3º) Móveis Coloniais de Acaju

Um dos nomes mais criativos que já vi e que demorei pra conseguir ler e associar a uma banda. Mais legal que o nome, só mesmo a história da Revolta de Acaju, a que inventaram para justificar o nome da banda, e que foi assimiliada por muitos veículos de mídia tidos como sérios. Vale ler a explicação da banda, e a repercussão do trote.

O que ouvir? Copacabana

2º) I Love You But I’ve Chosen Darkness

“Eu te amo, mas escolhi a escuridão”. Haveria nome mais adequado para uma banda “gótica”/alternativa?

O que ouvir? According To Plan

1º) Canto dos Malditos na Terra do Nunca

As inspirações para o nome da CMTN: o livro Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano Bueno, que inspirou o filme Bicho de Sete Cabeças; e a Neverland do Peter Pan. Não tinha como eu não gostar! Voz inconfundível da Andréa Martins. Uma pena a banda ter acabado.

Ouça:

Quais outras bandas de nomes curiosos você lembra?

Contribuições dos amigos via Facebook:

  • Beto Sguissardi ‎…And You Will Know Us By The Trail Of Dead
  • Ana Luisa Néca The whitest boy alive
  • Deborah S. C. Junqueira Panic! At the Disco.
  • Diego Fiori pedra letícia
  • Luiz Alberto Benevides Majority One, Captain Beyond, Premeditando o Breque, Joelho de Porco, Gang 90 & Absurdetes, Nelson e os Gonçalves, Zefirina Bomba. E todas são espetaculares.
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CCR, CMTN, CSS, EBTG, FCLG, Moveis Coloniais de Acaju, Nomes, RATM

Apelidos

28/01/11

Escrito por Anderson em Aconteceu comigo

1 comentário

Pegando gancho no post anterior, sobre o meu nome, cito alguns dos apelidos que já tive, e seus respectivos contextos.

  • Nenê - Como já havia contado, é como a maioria da minha família me chama até hoje. Às vezes quando vão falar diretamente comigo, evitam, e falam meu nome mesmo, mas quando vão se referir a mim em conversa indireta é “Nenê” mesmo. Chega a ser engraçado. Acho que o grande problema com esse apelido é que eu o rejeitei por muito tempo. Se tivesse adotado de vez, teria sido mais fácil… É até legal. Só tem dois problemas com ele: 1 – os cariocas insistem em chamar de “Neném”, e “Neném” não dá, né?; 2 – Sempre que eu fazia algo errado, alguém dizia: “mas é nenê mesmo”.
  • Paçoca – Sabe aqueles apelidos bobos que te dão na escola, e você fica absolutamente contrariado, e aí alguns “amigos” fazem questão de chamá-lo assim só pra provocar? Então, é o caso. Mas não pegou. Praticamente só o criador, um amigo de infância, me chamava assim. Começou com Cara-de-paçoca, e depois ficou só Paçoca mesmo.
  • Dudu - Criação dos amigos “da rua” em Campinas. Tudo porque um deles (o Pezão) achava que eu tinha “cara de Dudu”. Depois veio variações, do tipo DumDum. Os amigos e parentes de Campinas ainda me chamaram de Dudu por muito tempo.
  • Gordo – Apelido ganho no colégio técnico (Industrial), por motivos óbvios. A curiosidade dele é que havia mais dois “Gordos” na nossa turminha. De porte e de apelido. Aí quando alguém chamava “ô Gordo!”, os três atendiam.
  • Fofão – É ritual de universitário batizar a todos com apelidos, logo no primeiro semestre. E eu tinha o meu e nem sabia! Quando mandamos fazer camisas personalizadas com os respectivos apelidos, e eu coloquei Anderson mesmo, é que vieram me questionar “por que não colocou Fofão?”. Foi nesse dia que eu descobri. Mas também não pegou muito. Acho que só usavam quando precisavam diferenciar de algum outro Anderson. “Ah, o Anderson Fofão”. Curiosidade: o número que escolhi para a camisa foi 80. E nada mais oitentista do que o Fofão.
  • Dedé - Esse é usado pela minha esposa e cunhados, mas é só quando querem fazer graça mesmo. Não faço idéia como chegaram nele…
  • Ândi - Nick adotado no mundo virtual. Nasceu como Andy, na verdade, meio que como abreviação do nome, mas eu sempre pronunciei ‘andi’. Como muitos diziam ‘endi’, que para mim soava estranho, aportuguesei o nick. Já pensei em abandoná-lo, mas nas comunidades do orkut que ainda participo já virou meio que identificação. Fica mais fácil assim. Esse nick já passou por relações com o personagem Andy Panda, e por trocadilhos com a Cordilheira dos Andes.
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Apelidos, Nomes

Nem Alexandre, nem Wanderson…

28/01/11

Escrito por Anderson em My Wonder Years

2 comentários

Depois de ter sido chamado de Alexandre por um colega de trabalho pela segunda vez na semana, não tive como não lembrar de um texto sobre o meu nome que postei no Rapsódia (antigo blog) há oito anos.

Filho de André

(texto originalmente escrito em 28/02/2003)

Meu nome é Anderson, e talvez por eu usá-lo desde que nasci, pra mim é um nome super comum e de fácil pronuncia e escrita. Gostaria até da opinião de meus amigos leitores. É um nome muito complicado é? Pois as pessoas insistem em trocá-lo por qualquer outra coisa, muitas vezes até mais complicado.

Bom, a confusão começou logo quando eu nasci. Meu irmãozinho com seus dois anos de idade achava muito complicado o nome e, com sua simplicidade infantil, passou a me chamar de Nenê. Até aí tudo bem, exceto pelo fato de minha família me chamar assim até hoje e de ainda haver quem faça piadinha sem noção.

Vamos lá, não é tão difícil. AN – DER – SON. Simples.

Hoje mesmo já me chamaram de Anselmo (?) e Wanderson. WANDERSON NÃO!!!! É engraçado que eu ache meu nome tão bonito e a simples inclusão de um W torne-o TÃO ridículo¹. Mas a lista de nomes que usam é grande. Alguns são sonoramente perdoáveis, como Éderson, Adson… Adilson, forçando a barra. Agora, o mais comum deles, ninguém vai acreditar. Por algum motivo que mentes humanas jamais explicarão, pessoas diferentes de lugares remotos têm uma insistência incontrolável de achar que me chamo Alexandre. Valha-me!!!

O engraçado é que eu não gosto de ficar corrigindo. As vezes alguém passa tempos me chamando por um outro nome e só depois é que ficam sabendo que estavam pronunciando errado. Mas quando eu invento de corrigir… Um advogado/amigo/cliente, por mais que eu o corrigisse, me chamava de Alexandre, e me chamaria ainda hoje caso o encontrasse. Assim como quem me confunde com o meu irmão, mas aí o problema é outro, já que André é bem diferente.

Pra vocês, amigos “digitais”, pode ser Andy² mesmo. Mesmo que eu, aqui, pronuncie ândi, enquanto todos pronunciam, até mais corretamente, endi. Sintam-se a vontade, desde que não me chamem de Wanderson*.

Notas

  1. Se alguém aí se chamar Wanderson, ou tiver alguém próximo com esse nome, não leve a mal. Nada contra. Só não gosto pra mim.
  2. Naquele tempo ainda usava Andy, mas depois de um tempo acabei adotando Ândi mesmo, assim já resolve a dúvida na pronúncia.
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Anderson, Nomes
Tupãzinho, o amuleto da Fiel, num lance de raça que nos deu um dos mais importantes títulos da história. Sorte, garra e conquistas. Eu era feliz e não sabia...

Como é ruim estar do outro lado

24/01/11

Escrito por Anderson em Futebol

3 comentários

Tupãzinho, o amuleto da Fiel, num lance de raça e triunfo.

Por muito tempo fiz coro com grande parte da Fiel Torcida, que sempre defendeu a tese de que, no Corinthians, jogador não tem que ser craque. Tem que ter raça, entrega.

Ora, e o que há de errado com a técnica, com o talento? Com o tempo entendi que quando seu time fica limitado a jogadores raçudos, basta que o adversário tenha a mesma entrega, ou até um pouco menos, que vencerá. Pela competência. Aí então, vencer passa a ser um golpe de sorte, e sua torcida é por uma bola divida, uma bola rebatida, um rebote providencial, um gol mascado e a vitória por meio a zero.

A venda do Cristian foi marco simbólico dessa nova fase. Foi mais do que a perda técnica, foi como vender a alma do time.

O atual elenco do Corinthians, considerando aí o que temos desde Julho de 2009, me devolveu o apego à Garra Corinthiana. Mais do que isso, me evidenciou o porquê da eterna convicção alvinegra de que somos torcedores mais felizes, sofredores Graças a Deus. Porque, pela primeira vez, estamos nos vendo do outro lado. Do lado do time teoricamente superior tecnicamente, mas que é abatido pelo adversário mais frágil apenas pelo déficit de entrega ao jogo. E como é triste ir à arquibancada, ou sentar em frente a TV para ver seu time jogar, e não mais torcer por uma bola fortuita, um lance quase casual, mas sim torcer para que, naquele dia, seus jogadores, seus representantes em campo, estejam “a fim” de jogar bola - tarefa para a qual são muito bem pagos. Nessas horas, dá saudade de torcer pelo imponderável.

Como é ruim estar do outro lado…

Ser eliminado pelo Tolima já na pré-Libertadores, o terceiro time colombiano da competição, em tempos em que futebol na Colômbia não vai bem das pernas, seria inimaginável há pouco tempo. Mas quem imaginaria que o Corinthians teria que passar por isso, quando só precisava vencer a equipe reserva/sub-20 do Goiás na última rodada do Brasileirão 2010? Quem cogitaria um empate com o “todo poderoso” Norusca, com o time completo, a três dias do confronto que decidirá a sorte do Timão em 2011?

Mais do que possível, a eliminação precoce já pode ser considerada até benéfica. É claro que nenhum coração corinthiano conseguirá torcer por isso, mas com um pouco de sensatez é fácil dizer: é a única forma de tentar salvar o ano de 2011 para o alvinegro do Parque São Jorge. A gozação será enorme, pior que em qualquer outra eliminação da Libertadores (e sabemos bem como isso é intenso por parte dos anticorinthianos), mas como nossa preocupação é menos com os outros e mais com o nosso Corinthians, acreditem, fiéis, será melhor assim. Recomeçar do zero, limar esse técnico fracassado e covarde, limpar do elenco todos os vagabundos que usam o Corinthians em benefício próprio, sem retorno técnico, dar um basta à diretoria corrupta que é omissa por convenção… Porque ir adiante com esse time aí, não há futuro!

Nota adicional
Não acredito que a técnica deva ser preterida em relação à garra. Apenas ponderei que é menos decepcionante torcer pelo acaso que ver um time melhor sem brio, sem vontade, se entregando não ao jogo, mas ao adversário. Também não vou torcer pela eliminação precoce. Não conseguiria. Mas talvez tivesse mais efeito prático realmente.

Leia também:

  • Tilt no planejumento, de Filipe Martins Gonçalves.
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Corinthians, Cristian, Garra Corinthiana, Libertadores 2011, Tupãzinho

Beneficência publicitária

19/01/11

Escrito por Anderson em Rola por aí

2 comentários

Não me levem a mal, mas eu não consigo contribuir com essas campanhas de arrecadações para vítimas de enchentes e deslizamentos, já tradicional em todo Janeiro brasileiro. Nada contra quem o faz, pelo contrário, é bom que exista tanta gente mobilizada por isso – e talvez esse seja mais um motivo para minha pouca sensibilidade ao tema.

Também não é egoísmo, tanto que, muitas vezes, a mesma contribuição que eu faria a essas campanhas fluminenses, eu acabo fazendo por aqui, de forma mais direta (e a eficácia ou não disso já merece debate a parte).

A questão é que me incomoda demais toda a situação em torno dessas arrecadações sazonais. É quase uma industria mobilizada para assistencialismo em todo verão. Uma industria que sobrevive necessariamente da desgraça alheia! E quando há muita gente ganhando com as desgraças, é sempre bom ficarmos com receio. É mais ou menos como as teorias malucas (mas não improváveis) de que roubos e assaltos não diminuem porque há muito dinheiro envolvido no mercado de seguros…

Mas o que mais vem chamando minha atenção desde 2010, e com muito mais força com a tragédia na região serrana do Rio agora em 2011, é o que chamo de beneficência publicitária. Uma modalidade que, não sei se é proposital ou involuntária, mas certamente não é ingênua.

  • “Compre na empresa X e 30% será revertido às vítimas dos deslizamentos”. Perceba, não há caridade aqui, e sim o uso da tragédia para alavancar as vendas. Uma promoção com apelo social/humanitário. “Seja bom, compre nossos produtos”.
  • “A loja Y estará recebendo doações para as vítimas da enchente no Rio“. Nossa, como a loja Y é legal! Vou lá fazer a doação e aproveitar para fazer umas compras. Gostei deles, voltarei sempre.
  • Sites de compra coletiva aderiram à campanha. Você compra um cupom de R$ 5,00 (por exemplo), e o dinheiro é todo revertido para às vítimas. Claro que, para fazer isso, você terá que se cadastrar no site deles, conhecer os procedimentos de compra e pagamento, receber futuras ofertas… E o que eles dão em contrapartida? A estrutura do site? Um espacinho para publicar a promoção?

Nem entrarei no mérito da cobertura sensacionalista da imprensa, com apelo emocional extremo, pois isso já não é algo sazonal, vinculado às enchentes e deslizamentos cada vez mais frequentes em nossos verões. Estende-se pelo ano todo, com tragédias variadas. Também não cabe aqui considerar os abutres profissionais que se infiltram nessas campanhas para desviar produtos e dinheiro, porque aí já é coisa de bandido, e isso tem em todo lugar e em toda atividade, infelizmente.

Enquanto isso, sabe como contribui o principal responsável por todos esses problemas? O Poder Público que não oferece moradia em áreas planejadas, que não leva infraestrutura a áreas desabitadas, e que sequer dá educação para as pessoas que não compreendem os riscos a que estão submetidos? Enquanto você assume a responsabilidade para o auxílio aos alagados e desabrigados, sabe o que o Poder Público oferece? Disponibilização de parte do FGTS para as vítimas.

Mas peraí, o FGTS não é um dinheiro da própria pessoa que fica retido nos cofres do governo? Pois é…

Eu imagino que se tivesse acesso direto às famílias vitimadas, faria o possível para auxiliar no que pudesse. Sem intermediários. Como gosto de fazer por aqui (não que faça muito, gostaria de fazer mais). Mas assim, de longe, com tanta gente querendo faturar em cima… Fica difícil!

Recomendo também as seguintes leituras sobre o tema:

  • Chove acima da média. Mas que média é essa? – No blog do Sakamoto.
  • A exploração da tragédia: o caso Huck – Do Luis Nassif.
  • A exploração da tragédia no Haiti – Também no blog do Nassif.

Notas adicionais

  • A ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos) anunciou o lançamento de campanha para arrecadar doações para as vítimas da chuva. Detalhe: haverá eleição para a presidência da associação na próxima sexta, dia 21, e o atual presidente, senhor José Eduardo Casemiro, é candidato a reeleição compõe uma das chapas candidatas (nota posterior: a chapa dele foi a eleita). Qualquer coincidência é mero oportunismo.
  • A última do Governo Federal foi prometer antecipar um mês de benefício do INSS para as vítimas no Rio. Ou seja, mais dinheiro do próprio povo socorrido! Reinventaram a auto-ajuda! Imagina como será a vida dessas pessoas “depois da tempestade”, sem FGTS, sem INSS, sem casa… E ainda sou obrigado a ver o ministro pagando de caridoso: “Nesse momento trágico, não poderíamos deixar de ir ao encontro das pessoas que estão precisando”. Aham!

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Beneficência, Compra Coletiva, Deslizamentos, Enchentes, FGTS, Rio de Janeiro, Tragédia na Região Serrana
FUUU

SiFUUU

19/01/11

Escrito por Anderson em Rola por aí

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Eu sei que comumente me meto a opinar por aqui sobre assuntos de áreas que não domino, mas que por serem públicos, julgo sempre aceitável qualquer comentário e crítica. Porém o que ouvi ontem, além de se tratar de um assunto público, dessa vez tem relação direta com a minha área.

Não que meus softwares sejam imunes a falhas, muito longe disso, mas como pode o SiSU (Sistema de Seleção Unificada), que é de interesse público e nacional, que é destinado para definir o futuro dos estudantes, e tudo que isso envolve, falhar pelo segundo ano seguindo naquilo que é sua função essencial?

Pior do que o desempenho são as explicações. Em nota oficial o MEC admitiu a lentidão e eventuais falhas no sistema, devido a “demanda excessiva”. Mas como isso, se eles sabem exatamente qual é a demanda? Eles não tem o total de alunos que fizeram a prova do ENEM? Mesmo que nem todos acessem o SiSU, essa é a demanda! Essa é a projeção de acessos que eles devem contemplar! Agora, faz sentido projetarem e disponibilizarem um sistema para ser usado num período de aproximandamente uma semana para 3 milhões de pessoas, se eles não tem como garantir acesso a essa quantidade de usuários?

Erro de dimensionamento e falta de escalabilidade!

Agora, pior ainda que os problemas e as explicações, só mesmo a solução paliativa que queriam dar: restringir o tempo máximo de cada usuário no site. Fala sério! Coisa de gênio! Não bastassem todos os problemas que os estudantes tiveram com a prova do ENEM, não bastassem os problemas para acessar o site, os estudantes teriam ainda que se preocupar com o relógio e agilizar a decisão mais importante de suas vidas!

Em meio a tudo isso, o ministro da educação, Fernando Haddad, estará entrando em férias amanhã, dia 20, véspera do encerramento das inscrições no SiSU.

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Escalabilidade, Fail, Lentidão, MEC, SiSU

Enfim, 30 minutos de Corinthians em 2011

17/01/11

Escrito por Anderson em Futebol

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Depois de mais de um mês com o coração corinthiano privado das fortes emoções de sua saga sofredora, eis que, finalmente, tivemos 30 minutos de futebol. Mas foi só também.

Seja por cansaço (admissível para o primeiro jogo do ano), orientação (lembrando que o técnico é o EmpaTite), ou por vagabundagem mesmo (foi o que mais pareceu), depois do período inicial de tabelinhas e do gol olímpico de Roberto Carlos (melhor em campo), o time parou. Não conseguia ficar com a bola, cometia erros bobos. Jucilei foi o retrato do time: mostrou a qualidade que tem, jogou quando quis, mas cometeu erros bizarros por pura displicência.

De qualquer forma, para um primeiro jogo, num confronto ex-clássico, os três pontos e a boa atuação inicial é o que valem. Mas fica a preocupação pelo time ter apresentado problemas que devem se arrastar ao longo de 2011, pois são exatamente os mesmos de 2010 (até porque o time é praticamente o mesmo, um pouco enfraquecido). Quais são:

  • Retranca excessiva após sair na frente (marca dos times do Tite).
  • Displicência quase que prepotente e inexplicável.
  • Goleiro que alterna boas defesas com panes mentais que o levam a cometer aberrações, sem contar que, aparentemente, não tem conhecimento de regra de jogo.
  • Absoluta falta de reserva para o sempre doente Alessandro.
  • Falta de mobilidade (Ronaldo) e objetividade (Dentinho) no ataque, e reservas de baixa qualidade técnica (Edno, Morais, Danilo…).

Enfim, situações preocupantes, mas a lembrança daqueles 30 minutos nos dão esperanças.

Foi um sofrimento para conseguir assistir ao Timão pelo PFC. Devo ter gasto mais de três horas no total com a Atento, entre sexta e domingo, para tentar resolver o problema que já vem desde as últimas rodadas do Brasileirão. Pagar caro por um serviço que não é oferecido é de doer. Mas pior do que isso é tentar resolver o problema e ser desrespeitado, darem cinco versões diferentes para o problema, e quando ficam sem ter o que falar simplesmente desligam. NA CARA! No fim, funcionou, mas apenas no ponto adicional (no quarto – o sinal deveria estar liberado nos dois, ou principalmente no da sala). Eu só queria poder cancelar tudo! Mas até isso está difícil!

Eu queria muito poder tirar sarro da porcada pela eliminação na Copinha, que eles nunca venceram… Mas o Timãozinho não me deu muira moral pra falar nada. Menos mal que não vão ter justificativa para subir nenhum daqueles garotos para o profissional. Nivel baixíssimo!

Mas sempre dá pra tirar um torresminho dos palmeirenses. Na Copinha não deu, mas ainda teve isso. E isso!

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Atento, Copinha, Corinthians, Gol Olímpico, Palmeiras, Paulistão 2011, PFC, Roberto Carlos
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